
| ''Questão tributária é política'' |
| Qua, 28 de Outubro de 2009 13:57 | |||
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O Estado de S. Paulo Em um cenário de real valorizado, que reduz a rentabilidade das exportações, os exportadores voltam a chamar atenção para a carga tributária que incide sobre o setor. Em reunião realizada ontem na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Jorge Gerdau, presidente do conselho de administração da Gerdau e do Movimento Brasil Competitivo, afirmou que a questão tributária não demanda uma discussão técnica, mas sim política. "Essa é uma guerra política e os inimigos são os governadores que não querem a reforma", disse. Segundo ele, os prefeitos também são contrários a mudanças, assim como as corporações arrecadadoras federais, estaduais e municipais, que "têm interesse em manter a complexidade" do processo de tributação, segundo o empresário. Ele afirmou que a Gerdau conta com 200 pessoas no Brasil para controlar esta área; no Canadá a empresa precisa de apenas "meia pessoa" para realizar a mesma atividade. Gerdau diz que, dentre 14 países em que a empresa atua, só no Brasil tem "esta confusão fiscal". O empresário lembrou que o setor siderúrgico teve que exportar cerca de metade da sua produção nos anos 80 devido à queda da demanda interna, e desde então enfrenta problemas com logística, portos e tributação. "As coisas não mudaram até hoje", afirmou. O setor exportador, disse, não está pedindo privilégios, mas isonomia competitiva com outros países. Além da necessidade de desoneração da carga tributária, o empresário destacou a questão a compensação tributária das exportações. Segundo Roberto Giannetti da Fonseca, diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, muitos exportadores foram vítimas desta "armadilha" por acreditar que poderiam contar com esta compensação. "No final do ano, veremos o desequilíbrio econômico-financeiro das empresas exportadoras", disse. Ontem, a Fiesp divulgou pesquisa que mostra a avaliação de empresas sobre a compensação das exportações, que será apresentado ao ministro Guido Mantega na sexta-feira. O estudo aponta que 57% das empresas têm até R$ 1 milhão em créditos tributários a receber, enquanto 18% têm entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões a receber. Outras 13% têm créditos de R$ 10 milhões a R$ 50 milhões, e 12% têm mais de R$ 50 milhões a receber.
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